O Romantismo no Brasil

No Brasil, o Romantismo surge a partir de 1836, impulsionado pelas mudanças da sociedade brasileira.

O movimento literário romântico começou a ganhar força no Brasil em 1836.

No Brasil, o Romantismo surge a partir de 1836, impulsionado pelas mudanças da sociedade brasileira. Com o romantismo, o país ganha um novo público para a literatura a partir dos romances populares.

Na época, o romance era considerado uma forma mais acessível de literatura para o grande público e isso acabou alavancando também o teatro. O Romantismo brasileiro foi marcado pelo conteúdo e pela forma.

O romantismo se torna real no Brasil pelas mãos de Gonçalves de Magalhães, que publicou a Revista Brasiliense e lançou um livro de poesias românticas intitulado “Suspiros poéticos e saudades”.

Os textos românticos expressavam o nacionalismo, exaltavam a natureza da pátria, a história e os heróis nacionais. Os índios foram personagens para muitos romances desse período.

Outra característica marcante do romantismo foi o sentimentalismo. Os autores buscavam fortalecer os sentimentos, as emoções pessoais e o subjetivismo.

Os temas recorrentes dos textos românticos eram: a saudade da infância, a morte, a idealização da sociedade, a idealização do amor e a idealização da mulher.

As principais características do texto romântico eram: verso livre, sem métrica e estrofação, e verso branco, sem rima.

O Romantismo brasileiro começou a perder força a partir de 1860, graças às transformações econômicas, políticas e sociais que o país estava vivendo. Com o fim do romantismo, o Brasil passou a cultivar uma literatura de realidade, que mostrava a luta abolicionista, a formação das grandes cidades e o ideal da República.

O ano de 1881 é considerado marco final do romantismo, e a concretização do realismo. Entre os principais autores deste período podemos destacar: Gonçalves Dias, Gonçalves de Magalhães, Araújo Porto Alegre, Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu, Junqueira Freire, Fagundes Varela, Castro Alves, Tobias Barreto e José Martiniano de Alencar

As obras mais ilustres desse período foram: “O Guarani”, “Iracema”, “Ubirajara”, “As Minas de Prata”, “O Garatuja”, “O Ermitão da Glória”, “Lucíola”, “A Pata da Gazela”, “O Gaúcho”, “O Tronco do Ipê”, “O Sertanejo”, “A Canção do Africano”, “A Cachoeira de Paulo Afonso”, “A Revolução de Minas”, “Espumas Flutuantes”, “A Noite na Taverna”, livro de contos, “Conde Lopo”, “Os Primeiros Cantos”, “Os Segundos Cantos e Sextilhas de Frei Antão”, “Últimos Cantos”, “A Moreninha”, “O Forasteiro”, “O Moço Louro”, “Os Dois Amores”, “O Culto do Dever”, “A Namoradeira”, “Contos da Solidão” e “Escrava Isaura”.

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